Colorado vira sobre o Chivas e fica muito perto do bi na Libertadores
Com dois gols de cabeça, Inter vence e coroa excelente apresentação no México, agora um empate no Beira-Rio na próxima quarta já o suficiente
Um dos termos discutidos no futebol é a palavra justiça, algumas vezes equipes dominam o jogo, no entanto acabam não vencendo, outrora o termo se faz presente e os melhores vencem, o Inter viveu os dois lados da moeda hoje no México, na primeira partida da grande final da Libertadores, o Colorado jogou melhor, foi superior, comandou as ações, mas acabou saindo para o intervalo com uma derrota parcial de 1 a 0 para o Chivas, no entanto na volta para a etapa complementar, o termo justiça deu o troco, e recompensado por toda a superioridade, o Colorado chegou a tão esperada virada, com gols do Talismã Giuliano e do guerreiro e capitão Bolívar, o Inter triunfou em solos mexicanos, vencendo o Chivas por 2 a 1 e, ficou muito próximo do Bicampeonato da Taça Libertadores.
Basta um simples empate na próxima quarta-feira, para o Colorado libertar a América mais uma vez, além disso certamente o Colorado ainda contará com a massa fanática vermelha, que lotará as dependências do Gigante da Beira-Rio.
Quando começou a partida, parecia que era o Inter quem jogava em casa. Mesmo pouco acostumado ao gramado sintético - os jogadores estavam atuando com chuteiras de futebol society, com travas baixas de borracha - a equipe gaúcha controlou a posse de bola no campo de ataque e comandou as ações nos primeiros minutos.
Aos 4min, Taison fez belo passe para Kléber na área e o lateral bateu cruzado; o chute rasteiro resvalou na trave e saiu pela linha de fundo. A pressão inicial, porém, não se converteu em gol, e a partida logo ficou amarrada no meio de campo. O Chivas tentava articular jogadas, mas parava na forte marcação do Inter, comandada por Sandro e Guiñazu.
Com D'Alessandro na direita, Taison na esquerda e Giuliano se aproximando de Alecsandro no ataque, os colorados rodavam a bola, mas tinham dificuldades em chegar à área. A melhor chance veio na bola parada: aos 29min, Alecsandro bateu falta com muita força da meia-lua e a bola tocou no travessão antes de sair.
Bem na partida, o centroavante do Internacional sentiu lesão na coxa e precisou ser substituído por Everton aos 33min. Ainda assim, a equipe brasileira seguiu melhor. Aos 41min, Kléber recebeu passe de calcanhar de Giuliano pela esquerda e levantou para Taison na área, mas a cabeçada foi bloqueada pela zaga do Chivas.
Pouco antes do intervalo, os mexicanos conseguiram sua primeira chegada perigosa ao ataque. Após ótima tabela na entrada da área, Fabián arriscou de longe, mas a bola subiu demais. No lance seguinte, os donos da casa chegaram ao gol. Fabián encontrou Bautista com um ótimo levantamento e, de fora da área, o meia-atacante deu um belo toque de cabeça para encobrir o adiantado Renan.
O gol não pareceu abater os colorados, que continuaram melhores no segundo tempo. Aos 5min, Nei deu bom passe para Giuliano na direita, mas o cruzamento foi cortado pelo goleiro Michel. Apesar de continuar com menos posse de bola, a equipe da casa passou a marcar melhor e travar as jogadas do Inter antes que elas avançassem.
Com pouca penetração, o Inter não ameaçava o goleiro Michel. Guiñazu arriscou um chute de longe aos 14min, que foi facilmente defendido. Com 22min, foi a vez de Nei bater de pé esquerdo, mas muito longe do alvo. A melhor tentativa foi de D'Alessandro: aos 23min, o argentino chutou forte de fora da área e a bola passou a centímetros do ângulo esquerdo.
Com 26min, Roth sacou Everton - que havia entrado no lugar de Alecsandro, mas não conseguiu segurar nenhuma bola na frente - para a entrada de Rafael Sobis. E no minuto seguinte, o Inter empatou. Após cruzamento certeiro de Kléber da esquerda, Giuliano subiu entre os zagueiros do Chivas e cabeceou firme para as redes.
Com volume de jogo muito maior, o Inter não demorou para conseguir a virada - em uma jogada que envolveu seus dois zagueiros na área adversária. Aos 31min, D'Alessandro fez excelente levantamento para Índio, que ajeitou de cabeça para a marca do pênalti; sozinho, Bolívar mergulhou e marcou o segundo gol.
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