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Inter dá o primeiro passo rumo ao título nessa quarta

Inter treina em campo de grama sintética, palco da partida da 
final da  Libertadores contra o Chivas 
Campo do novo estádio do time mexicano é mais um dos desafios da equipe brasileira na final
 
Time dirigido por Celso Roth enfrenta Chivas Guadalajara com vaga no Mundial garantida, mas de olho nos dólares da premiação ao campeão e para prevalecer sobre o rival Grêmio
   O Internacional inicia nesta quarta-feira a luta pelo bicampeonato da Copa Libertadores da América jogando no México, contra o Chivas Guadalajara, o que faz desta final algo bem diferente daquela de 2006, quando derrotou o São Paulo. Como os mexicanos não podem ir ao Mundial de Clubes via Libertadores, já que são convidados da Conmebol, o time gaúcho já carimbou vaga na competição que será realizada em dezembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

  “Isso não quer dizer nada, porque é uma final e o Internacional entra para ser campeão sempre. A Libertadores vale e vale muito para o Inter”, disse o vice-presidente de futebol Fernando Carvalho, que era o presidente em 2006, e considerado nos bastidores o grande responsável pelo sucesso internacional da equipe. Ele não se aprofunda no assunto, mas o título também é importante para que a conta do clube receba cerca de R$ 8 milhões, premiação total que o campeão da Libertadores recebe.
Chacota do grande rival Grêmio até o início da década por não ter conquistas fora do país (os gremistas foram campões da Libertadores e Mundial em 1983), o Inter fez do departamento de marketing o grande responsável por impulsionar o futebol. Fidelizando o torcedor, conseguiu juntar 100 mil sócios que pagam mensalmente para ter o direito de ver os jogos da equipe.

   Com parcerias pontuais, e outras mais regulares (como com o empresário colorado Delcir Sonda, da rede de supermercados), conseguiu contratar jogadores que tornaram o Inter poderoso de 2005 em diante.

  Naquele ano foi vice-campeão brasileiro, na polêmica disputa com o Corinthians e os jogos anulados por causa da Máfia do Apito, venceu a Libertadores de 2006 e o Mundial do mesmo ano, no Japão (batendo o gigante Barcelona). Em 2008 faturou a Sul-Americana, vencendo o Chivas na semifinal, com duas goleadas por 4 a 0.
“É difícil conseguir repetir algo assim. Acho quer temos que lutar para conseguir não tomar gols aqui no México. O empate não é algo ruim”, disse o atacante Alecsandro. Em 2007, o Inter levantou uma taça contra um time mexicano, a Recopa Sul-Americana. Bateu o Pachuca, depois de perder por 2 a 0 no México e vencer por 4 a 0 no Beira-Rio. “Não podemos perder por 2 a 0 e pensar que vamos recuperar como em 2007”, analisou o técnico Celso Roth.
Depois de abusar da regra que dá ao time que faz mais gols na cada do adversário o direito de seguir na competição, em caso de empate por pontos nos dois jogos, o Inter não terá como usas essa estratégia porque a Conmebol retira da decisão esta possibilidade. Não há uma explicação para isso. Nas oitavas (contra o Banfield), quartas (frente o Estudiantes) e semi (diante do São Paulo) o Inter perdeu fora com gols e se classificou.

“Não é por isso que o Inter vai atacar menos. Acho que seremos castigados, como também vamos castigar porque nossa equipe vai estar em casa apoiada pela nossa torcida”, disse o técnico do Chivas, José Luís Real.

Roth mantém mistério
   Depois de treinar duas vezes no gramado sintético do Omnilife, os jogadores diminuíram o peso de não atuar num campo de grama natural na atuação da equipe. O técnico Celso Roth ainda reclamou, levemente. “Só acho estranho jogar numa final em um campo difefrente. Deveria ser desde o início do campeonato”.
Roth não confirmou a equipe, mas deve escalar Giuliano, que treinou entre os titulares em São Paulo. “Ainda falta 99% para ser feito para vencermos essa Libertadores”, disse Roth. Ele tentou fechar o treinamento para a imprensa, mas como um canal estrangeiro que detém os direitos de transmissão se recusou a sair do estádio, todos os jornalistas puderam acompanhar o trabalho. "Não adianta fazer segredo, estamos no estádio do Chivas, cheio de gente aqui vendo", falou Roth.

   O técnico do Chivas, José Luís Real, não confirmou a equipe, mas Omar Bravo atua no ataque depois de estender o contrato até dezembro. Ele está negociado com o Kansas City Wizards, mas topou prorrogar o acordo para jogar a Libertadores. No meio de campo o destaque é Fabián, articulador que preocupa Roth. “Vamos tocar a bola e procurar ter o domínio da partida”, disse o jogador mexicano.

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