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Palmeiras arranca empate, mas fecha rodada fora do G4

Verdão segue sem vencer fora de casa e América-MG continua na zona de rebaixamento

América-MG x Palmeiras (Crédito: Ramon Bitencourt)

Em jogo brigado, as duas equipes sairam frustradas com o 1 a 1: nem o Palmeiras assumiu a vice-liderança, nem o América-MG reagiu na zona do rebaixamento

  O empate em 1 a 1 entre Palmeiras e América-MG nesta quinta-feira, na Arena do Jacaré, foi um banho de água fria para o torcedor palmeirense.  Se vencesse, o Verdão poderia terminar a oitava rodada como vice-líder do Brasileirão. O empate, contudo, o manteve na quinta posição, com 15 pontos, atrás do Internacional pelo saldo gols.

   Com campanha 100% em casa, o Palmeiras segue sofrendo como visitante: em quatro jogos, três empates e uma derrota.

  Para o Coelho, porém, o empate também não agradou. A equipe vencia a partida por 1 a 0 e jogava melhor no segundo tempo, até tomar o gol de empate, com Maurício Ramos. O resultado também manteve a equipe na mesma colocação, mas o clube mineiro permaneceu na zona de rebaixamento, na 18ª colocação, com seis pontos.

O jogo foi contrastante. Se no primeiro tempo, o jogo se arrastou e as poucas chances foram criadas apenas em jogadas individuais. No segundo, a partida ganhou em emoção e ficou em aberto até o final.

Primeiro tempo: jogo fraco; chances em lances individuais

  O primeiro tempo de jogo foi marcado por um fraco nível técnico. A bola pouco parou no meio de campo e os dois times tentaram chegar abusando dos lançamentos longos direcionados ao ataque. O Palmeiras apostou em um 3-5-2, que, com a bola, mudava para 4-4-2, com Chico oscilando entre a lateral esquerda e a defesa, e Luan fazendo, de vez em quando, a função de lateral-esquerdo.

  Contudo, os laterais alviverdes pouco apoiaram. Os melhores momentos do Verdão foram com as chegadas de Márcio Araújo, nas escapadas de Maikon Leite e com as bolas paradas de Marcos Assunção. Mas a equipe pouco assustou o rival...

  O Coelho, por sua vez, sofreu com a falta de articulação no meio de campo. Os atacantes ficaram muito longe um dos outros e facilitaram a marcação. Com os entraves táticos somados às más atuações, o jogo, na primeira etapa se resumiu a poucos lances individuais.
O América chegou mais incisivamente em chute longo de Marcos Rocha, aos 18 e em bola parada de Amaral, aos 30. O Verdão, por sua vez, chegou com mais perigo aos 35, com Luan e em algumas bolas paradas de Assunção, em um fraco primeiro tempo. 

Coelho melhora, pressiona, mas não leva

  O Coelho começou a segunda etapa mais efetivamente que o Palmeiras e tendo maior variação tática no ataque, principalmente pela movimentação de Fábio Júnior. Na defesa, porém, a marcação da equipe caiu e, nos primeiros 15 minutos, o Palmeiras teve pelo menos duas boas chances de gol.

  Felipão viu o panorama do jogo e apostou em velocidade, trocando os apagados Lincoln e Wellington Paulista por Patrik e Dinei, respectivamente. O time ganhou em velocidade, de ambos os lados. O Palmeiras se lançou mais ao ataque e deu espaços para o América-MG, que também apostou na velocidade, ao substituir Fábio Júnior por Kempes. E dos pés dele saiu o passe para o gol de Alessandro, aos 20.

  O atacante, aliás, infernizou a defesa do Palmeiras e funcionou como válvula de escape ao time do Coelho. O América-MG, então, passou a jogar nos contra-ataques, mas manteve a marcação no campo ofensivo, gerando dificuldades ao time do Palmeiras.

Restaram, novamente, os lances dass bola paradas com Marcos Assunção. Em uma delas, a zaga do Coelho falhou, Maurício Ramos aproveitou o bate e rebate e, caído, empatou.

Apesar da pressão do Palmeiras após o gol, o empate se manteve, desapontando os torcedores de ambas as equipes.

Próximos jogos
O Palmeiras volta a campo no próximo domingo, às 18h30, quando faz o clássico contra o Santos, no estádio do Pacaembu. Já o Coelho também tem clássico pela frente, contra o Atlético-MG, também no próximo domingo, às 18h30, na Arena do Jacaré. Os jogos são válidos pela nona rodada.

Lancepress

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